A antropização da natureza, das paisagens, das árvores, do espaço vital, não tem cessado, patente em diversos espaços que nos rodeiam, desde tempos recuados, com um traço persistente no entorno visível, e invisível.
Inscrito na longa duração do seu estar-no-mundo, são vários os registos históricos deste percurso, mais ou menos percebido e entendido, assim como as tentativas de contenção e recuperação, mais ou menos hesitantes ou concretizadas, entre iniciativas regulamentares e vontades manifestas, assim como oscila a própria relação humana com o que o sustenta.
Os impactos da ação humana nos espaços, e no planeta, não cessam de aumentar, acumulam-se, a ponto de ser necessária a invenção de uma nova linguagem, de expressão geológica: o Antropoceno. – Esta nomeia não apenas uma época, mas uma ferida; não apenas um período da Terra, mas a evidência de que o humano se tornou força geo-planetária, agente de transformação profunda, por vezes irreversível.
Nesta Edição dos Seminários Caminhados, dedicada ao tema Árvores, pretende-se trazer para um campo de interrogação, de reflexão, o lugar do humano e do que se compreende sobre as árvores e os espaços arbóreos. Também, revisitar as influências históricas na compreensão e olhar sobre a floresta e as árvores.
Mais do que uma narrativa, ou a expressão de um olhar inquietante, importa indagar sobre as condições e possibilidades de uma prática coerente e compatível com um preconizado discurso político que hoje se reivindica.
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Sinopses das comunicações
“Na senda dos carvalhos: falas em silêncio” | Amélia Frazão-Moreira (NOVA FCSH)
“Ler, acompanhar e gerir a floresta enquanto sistema vivo” | Maria Patrício (ESA-IPB)
“Baldio de Teis: aposta na restauração autêntica da floresta atlântica nativa” |Manuel Lopes Rodrigues
“Das árvores em que estiver ou vir por perto” | José Eduardo Reis (UTAD)
Dia 16
Dia 17
Organização e Apoios
































