Mestre em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, com Dissertação sobre a Construção do Território e Arquitectura na Serra da Peneda.
Pós-Graduação em Estudos Avançados do Património Arquitectónico, e Doutorando em Arquitectura na FAUP, com investigação sobre Paisagem Cultural e Património Arquitectónico na área transfronteiriça Gerês/Xurés.
Investigador no Centro de Estudos Nuno Portas da FAUP, no Grupo Património da Arquitectura, da Cidade e do Territóro, e Membro da Cátedra UNESCO.
Desenvolve trabalho de Projecto na Arquitectura, maioritariamente na área da Reabilitação do Património Arquitectónico, tendo recebido várias distinções e Prémios, entre eles o Prémio Nacional de Arquitectura Espaço 2025 pela Reabilitação do Mosteiro de São João de Cabanas em Afife (Viana do Castelo).
É membro fundador da Red Horrea, e integra o seu comité técnico-científico, tendo nesse âmbito realizado vários trabalhos de estudo e reabilitação de espigueiros, e canastros de varas, em aldeias do Alto-Minho, Galiza, e no Parque Nacional dos Picos da Europa (Cantabria), com o qual foi galardoado com o Prémio Cantapaxarín 2025.
Integra desde 2021 a Comissão de Co-Gestão do Parque Nacional Peneda-Gerês, em representação das ONGA.
Título de Comunicação
Da Paisagem Herdada à Paisagem Protegida – Património e Territórios Agro-Pastoris no Parque Nacional Peneda-Gerês
Propõe-se uma reflexão sobre a evolução da organização territorial no Parque Nacional da Peneda-Gerês, analisando as dinâmicas de governança até à atualidade. Primeiramente, exploram-se os modelos históricos de gestão da paisagem pelas comunidades agro-silvo-pastoris, exemplificados pelos Conselhos de Vizinhos, como em Vilarinho da Furna. Em paralelo, enquadra-se a chegada da governança estatal dos primeiros serviços florestais à criação do Parque em 1971, debatendo propósitos e tensões suscitadas. Equaciona-se a evolução dos paradigmas conservacionistas e a classificação nacional e internacional do território, cruzando diferentes visões (comunitária, técnica, académica, ambientalista) e desafios de mediação. Por fim, reflete-se sobre os problemas contemporâneos da região, perspetivando a experiência pessoal na estrutura de Co-Gestão enquanto fórum vocacionado para a participação interinstitucional, discussão e acompanhamento regular desta área protegida.
