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DATA: 23 e 24 de Novembro de 2013
TEMA: A Importância da Floresta Autóctone – os Carvalhais
LOCAL: Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, em Campo do Gerês, Terras de Bouro

Foi no Campo do Gerês em Terras de Bouro, em pleno coração do Minho e do Parque Nacional da Peneda-Gerês, que se realizou o evento “I Jornadas Técnicas sobre os Carvalhos – 2º Encontro Green Cork/Floresta Comum”. Cerca de 150 pessoas vindas de vários pontos de Portugal juntaram-se a esta ação de dois dias comemorativa do Dia da Floresta Autóctone.

As Jornadas iniciaram-se no Dia da Floresta Autóctone (23 de Novembro – Sábado) e terminaram no domingo. O programa de dois dias incluiu comunicações, debates, degustações de produtos da floresta, apanha de sementes e uma ação de plantação com o músico Rui Reininho dos GNR.

As “I Jornadas Técnicas sobre os Carvalho – 2º Encontro Green Cork/Floresta Comum” foram co-organizadas por sete entidades envolvidas na promoção de espaços florestais saudáveis, adequados ao território português e com valor para a economia local. Trabalharam em colaboração diversas entidades locais e nacionais, nomeadamente a entidade financiadora ATAHCA – Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem Cávado e Ave, a Quercus, a Associação de Compartes do Campo do Gerês, o Município de Terras de Bouro, a Ordem dos Biólogos, a AMO Portugal e a UTAD. Esta parceria surgiu com o objetivo de se fomentar a reflexão sobre a importância da preservação, valorização e incentivo à plantação de espécies autóctones e a divulgação dos carvalhos na sua importância para a economia local, a fauna e flora a ele associada e as manchas de carvalhais no território.

No Dia da Floresta Autóctone as comunicações dividiram-se em dois plenários, um deles particularmente centrado numa das espécies autóctones portuguesas – o carvalho – e o outro nos projetos nacionais de proteção e restauração da floresta portuguesa. Esta floresta além de garantir altos índices de biodiversidade e de produção de bens e serviços de ecossistema, tem um potencial de valorização económica que a nível local pode ter cada vez mais relevância. Apesar do valor na nossa floresta ir muito mais além da madeira, a madeira de carvalho é um produto com valor acrescentado quando comparado com outras espécies não autóctones e é considerado um produto de elevada qualidade requerido por diversos mercados, como a da produção de alguma bebidas alcoólicas e cogumelos shitake.

A floresta autóctone tem um potencial de regeneração e tem sido alvo de diversas iniciativas de apoio financeiro para a manutenção dos seus valores ecológicos. Esta ação foi, simultaneamente, um contributo para o dia Florestar Portugal da AMO Portugal que nesta iniciativa juntou 200 pessoas na plantação de 1500 árvores das espécies do carvalhos e bidoeiros que decorreu na encosta da Cerdeira. A presença do músico Rui Reininho teve especial destaque contribuindo para a plantação de carvalhos, incentivando e congratulando todos os participantes que se envolveram nesta ação.

Esta foi uma das iniciativas apresentadas no segundo plenário “Cuidar da Floresta Autóctone”. Estando a floresta portuguesa essencialmente na “mão” de privados e tendo uma área bastante extensa, a sua preservação depende do exercício voluntário das pessoas que localmente podem interagir com estes espaços. As três entidades representadas neste plenário da tarde estão envolvidas no Projeto Floresta Comum.

Tendo este evento também o objetivo de reunir os professores das Green Cork Escolas, que localmente divulgam estes temas junto dos seus alunos e promovem assim a construção de uma geração preocupada com a floresta, o Centro de Formação da Ordem dos Biólogos certificou o evento como ação de formação de 15h. Juntaram-se 35 professores de vários grupos disciplinares que serão atores essenciais na transferência de conhecimento e valorização das vantagens ambientais e económicas destas espécies porque a floresta autóctone é uma floresta de futuro.