Doutorado em Engenharia do Ambiente (FEUP) e colaborador do CIIMAR desde 2008. Com 26 anos de experiência, é hoje uma referência nacional na reabilitação fluvial com aplicação de Soluções de Base Natural (SBN) e integrando processos de Participação Pública. Coordena uma equipa multidisciplinar com experiência em 100 municípios e mais de 2000 km de rios e ribeiras intervencionados, sendo impulsionador de diferentes iniciativas como os Laboratórios RIOS+ e o movimento «Guardiões dos Rios».
Título de Comunicação
Desafios da Reabilitação Fluvial – exemplos práticos
A reabilitação fluvial – reconhecida internacionalmente como uma das atividades do processo de «restauro de ecossistemas» transformados – consiste no processo de renaturalização, ao qual é submetido um curso de água para repor parte das funções e estrutura dos respetivos ecossistemas e assim torná-lo mais próximo da condição original através de uma atuação integrada que atenta quer aos valores naturais quer aos valores antrópicos preexistentes (adaptado de Teiga, 2003).
O Domínio Hídrico é, espaço preferencial de atuação em projetos de reabilitação, constituído pelo conjunto de bens que pela sua natureza são considerados de interesse geral e que justificam o estabelecimento de um regime de carácter especial aplicável a qualquer utilização ou intervenção nas parcelas de terreno localizadas nos leitos e margens das águas do mar, lagoas, lagos e cursos de água, bem como as respetivas zonas adjacentes, a fim de os proteger.
A implementação de um processo de Reabilitação passa por implementar um conjunto de etapas a curto, médio e longo prazo desde a realização de levantamento de dados de campo e bibliográficos, implementação de soluções e manutenção integrada numa gestão ativa.
Nesta comunicação serão abordados questões conceptuais e exemplos práticos implementados, com aplicação de Soluções de Base Natural e com potencial de replicação com vista a melhoria integral de uma sociedade implicada na sustentabilidade.
